domingo, 20 de abril de 2014

E que não digam que não sou meiga...

Pureza implícita, lascívia travestida de doçura, tesão saindo pelos poros, toque forte e cuidadoso... Tantas sensações expressas em uma única, e bela, imagem. 


terça-feira, 8 de abril de 2014

Crônica falada

Sete meses. Sete longos meses me separam da primeira vez que falei com D., na noite do último dia 05 de setembro. Faltava exatamente uma semana pro meu aniversário, eu estava eufórica, cheia de comemorações combinadas com amigos, me sentindo feliz, sentindo a vida correr nas minhas veias, sentindo meu sangue ferver... Resolvi, despretensiosamente, ir conversar com Doms, Dommes, Submissos e apreciadores do BDSM quando o conheci. Nossa conversa inicial se transformou em bate papo diário, cada dia mais gostoso, mais interessante, mais vivo! Eu, ainda debaixo da sombra de anos sem dominar alguém, se por um lado não conseguia resistir à oferta dele, de se entregar inteiro e submisso pra mim, por outro morria de medo (sim, dominadores também têm medo) de voltar pra esse mundo do qual eu nunca havia conseguido sair completamente, medo de não saber dosar a mão e machucá-lo (esse eu sinto até hoje), cheia de reservas, de regras e de resistência...

Por muito tempo eu mantive como regra número 1 a negação de qualquer contato físico com ele. Um dia, numa dessas nossas conversas, ele me disse que me sentia muito tensa com relação ao sexo, e me tranquilizando, disse que isso não precisava acontecer. Acho que naquele momento, mesmo sabendo que eu é quem era o dominante, precisava ouvir isso. Precisava me sentir segura pq eu sabia no que eu me transformava na hora do sexo, e certamente, isso seria uma porta bem aberta pra eu perder completamente o controle. Precisava saber que nada, em momento algum, me faria deixar de ser a dominadora.

Até que um dia ele me fez um pedido: "Quero que me faça gozar.Por favor". Obviamente eu sabia q isso não ia acontecer sem que eu tocasse nele. Mas a vontade de submetê-lo a mim, de deixá-lo entregue, vulnerável e exposto, passava por esse momento, e eu quis, quis mais do que tudo, enlouquecer o meu menino de todas as maneiras que eu conhecia, e de tantas outras que tenho certeza de que vamos descobrir juntos. Hoje, quando releio nossas conversas fico encantada com a forma como isso avançou, e ainda essa semana ele me disse que isso ainda o assusta, embora a nossa percepção um do outro seja a de domme e submisso de anos, mas que era isso que também lhe dava a segurança pra ser dominado por mim.

D., meu submisso, conhecer o terreno em que se pisa é tão importante quanto dar o primeiro passo. E como é excitante pra mim, meu bem, saber exatamente o que você quer, o que você aguenta, porque eu sei que é daí que vou poder te conduzir adiante... Romper seus limites, te levar a lugares que você nunca sonhou estar... Eu quero você, escravo meu, nu, jogado aos meus pés, indefeso, esperando de mim todas as ordens, imóvel, assustado, com os olhos marejados de lágrimas, com um milhão de dúvidas. Quero que tire não somente as suas roupas, mas que se dispa dos seus medos, dos seus anseios e pudores, que jogue no chão tudo aquilo que te faz resistir e se entregue a mim sem reservas, porque é assim, exatamente assim que eu quero você.

Aceite, meu amor, as humilhações que te imponho, agradecendo por estar ali, debaixo do meu chicote, dos meus beijos, das minhas mãos que vão te infligir dor, mas que vão te levar ao êxtase, porque é quando eu te piso, que eu mais te quero... É nesses momentos em que você tem medo, e fica com o corpo arrepiado, que eu mais te desejo. Desejo ver sua pele branca marcada, amarrada com cordas vermelhas, seu corpo suado, pingando de medo, tesão e angústia, dominado por mim. Quero manter os teus olhos nos meus, até você enxergar que foi pra isso que você veio, pra ser submetido, humilhado e castigado, e quanto mais submisso estiver, quanto menor estiver diante de mim, maior vai ser o seu prazer...

Quero sentir você, no quarto cheirando a uma mistura de luxúria, 212 sexy e Poison. Quero nossos cheiros e nossos gostos misturados, sentir tua saliva quente na minha boca, nos meus seios, nas minhas pernas e entre elas, nos meus pés... Quero ver cada músculo do teu corpo se contraindo quando a cera das velas cair sobre o teu peito, tua barriga, e quando o gelo deixar de ser frio pra se tornar quente nas tuas costas, e depois arder ainda mais quando eu passar a minha língua sobre ela, lambendo teu corpo com tesão, com desejo, com aquela vontade desesperada de criar amarras invisíveis que vão te manter preso a mim mesmo depois que você for embora...

Nossos beijos serão tímidos no início, pra você perceber aos poucos a intensidade de tudo o que eu quero de você. Vou te deixar de quatro, literalmente, feito meu cachorrinho, passar o cinto pelo teu pescoço, prendendo e te trazendo até mim, até a minha boca que vai chupar a sua língua como num prelúdio de tudo que eu tenho preparado pra você. Amarrar seus pés com braçadeiras de plástico na cadeira, e, enquanto você estiver sentado, vou contemplar seu rosto, com os olhos vendados e a boca amordaçada, aflito pra gritar, pra dizer que dói não poder sentir o meu toque. Tuas mãos amarradas serão soltas pra você me mostrar o quanto você quer gozar. E você vai se tocar, linda e vagarosamente pro meu prazer, pra sua domme se tornar expectadora do espetáculo que é te ver acariciando seu próprio corpo, duro, quente e latejante, até que eu não aguente mais de vontade de tocar você, e quando esse momento chegar, eu vou te deitar na cama e te amarrar os pés e as mãos em x, de barriga pra cima, o mais exposto e vulnerável possível. 

Paraíso. Essa é a visão que eu tenho de você, deitado na cama, suado, se debatendo, com os mamilos duros se oferecendo pra eu morder, passar a língua e sugar, com força, cada um deles. Passar as unhas no teu peito e os vir cada vez mais arrepiados, e ir descendo, devagar, pra aumentar a sua vontade... Só aí vou te tocar. Vou segurar, com firmeza e dçura, em movimentos ritmados, ora lentamente, ora bem rápido, pra te levar ao limite do orgasmo. E vou parar. Você está terminantemente proibido, meu anjo, de gozar sem a permissão da sua dona.

Enquanto você estiver comigo, D., seu corpo é meu. Eu sou dona das tuas dores, e dos teus prazeres. Sou dona de todos os teus fluídos, do teu suor, da tua saliva, do teu sêmen. Nada mais pertence a você. Cabe a mim, e na hora que eu quiser, te devolver. Quando a sua adrenalina estiver no máximo, e a tua boca estiver seca, é nesse momento que eu vou passar a língua nos teus lábios e enfiar na tua boca, e te beijar até matar a sua sede. Teu suor vai escorrer entre os meus dedos agarrados no teu cabelo, e com esses mesmos dedos eu vou me tocar, e quando eu gozar você vai lamber um a um... 

Sentiremos prazer juntos. A cada gemido teu, a cada tentativa de falar, amordaçado, balançando a cabeça, cego e nu, eu vou lembrar que vivemos no meio de pessoas tão decentes, perfeitas e vencedoras, que somos nós dois, dominadora e submisso, aqueles que aceitaram a puta que vive dentro da gente. E deitado na cama, ainda sentindo os espasmos de um orgasmo que te foi negado, eu vou tirar a venda pra você me ver, entre as suas pernas, lambendo os dedos pra te tocar, e com a boca salivando, passar a língua debaixo pra cima, de cima pra baixo, numa cadência infinita, e abrir a minha boca, sedenta de você, do teu gosto, e te chupar bem gostoso, com força, olhando nos teus olhos, deixando que você veja a puta que existe dentro de mim e que te quer, inteiro, te babando, te engolindo, até você gozar na minha boca, no meu rosto, nos meus seios, e depois, quando eu te abraçar, esfregando meu corpo no seu, vou te devolver todos os teus fluidos, tua saliva, teu sêmen e teu suor...

O quarto agora não tem mais apenas os nossos perfumes. Cheira a sexo, a todo esse desejo latente por tanto tempo. Depois do teu orgasmo continuarei sugando você, sugando as suas forças, te deixando inerte, exausto, chorando, pra você repousar no meu colo. Deitado nele, você vai entender finalmente o que veio buscar, e perceber que eu te levei muito, muito além. Essa vai ser a algema que você não vai querer tirar tão cedo.

Te escrevo, meu amor, como se você estivesse aqui, do meu lado. Escrevo com uma mão no teclado e a outra dentro da calcinha, e se demorei mais do que de costume, é porque tive um excelente motivo. Gozei pensando em você.

Te prepara. Tenho fome e sede de você.